segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Deve ter vindo da Lua... pra mim

Dessa vez eu não olhava a Lua distante no céu... Dessa vez a Lua veio aqui, ficar ao meu lado. Ela me disse bem baixinho que estava tudo certo, que você era pra mim. No começo senti medo, mas então compreendi. Eu sou pra você, assim.


Aquelas sábias chatíssimas pessoas que insistem em dizer que o mundo dá voltas... Sabe? E você está tão de saco cheio que quer que o ser vá para o raio que o parta!
Pois bem. Digo eu: o mundo dá voltas. (E, acredite, às vezes mais rápido que consiga imaginar, ligando certos pontos que simplesmente não poderia enxergar.)

É péssimo quando o dizem, eu sei... Mas o mundo voltas. E gira, viu? É quando se percebe que todos aqueles desencontros passados, que todas as coisas que deram errado têm então algum motivo de assim o terem sido. É como se, de alguma forma, recompensassem-no por tudo o que um dia passou.
E fica então se perguntando "por que não antes?" e "como pôde acontecer assim?"... Mas é o que é. Algumas coisas simplesmente são. E são, assim.

Por mais que passasse horas olhando a Lua e divagando sobre o que gostaria que fosse, hoje é. E por mais que me assuste com tudo o que veio a ser, com essa velocidade, com a intensidade, simplesmente é.
É que cada batida do meu coração agora tem um sentido de assim o ser. E pulsa. E às vezes com tanta força que parece querer sair daqui de dentro.

Eu esperava... Esperava, e imaginava. Não acreditava, mas no fundo queria, e esperava. E então aconteceu. E hoje é.
E é, e não há como conter essas lágrimas tão felizes que saem do peito. Obrigada!


Me abraça e me leva pra onde quiser? Eu só quero que com você...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Rerrascunhando

Rascunhos. Tudo o que me tem saído agora são rascunhos. Não passam de rascunhos. Um monte de idéias que se juntam, tentam se organizar no papel, mas da mesma forma que vêm, se esvaem. Viram rascunhos. Textos com algum começo, sem meio, quanto menos fim.

Nem este texto... consigo... terminar?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Outro conto de um desencontro


Essa é a história de uma menina-moça-mulher que conhece os desencontros da vida, mas sabe que um dia essas coisas irão passar... Sabe que um dia, algum dia, irá se encontrar.


Após beijos e abraços apertados de despedida da mãe - desses que a aquecem e a deixam com saudades, com vontade de ficar -, aconchegou-se no que por hora e meia se tornaria o seu mundo; de pensamentos, sonhos e lembranças de dias atrás. E são essas lembranças que protagonizam a história que hei de contar.

É que, perdida em meio àquelas luzes, àqueles carros, àquela escuridão, recordava seus beijos molhados, as conversas, o corpo, os defeitos daquele homem turrão, o sorriso aberto pelo qual se deixava encantar. Era ele quem lhe tirava as palavras, justo dela a quem as palavras costumavam sozinhas escapar. Permitia que lhe fugissem risadas de um sorriso maroto a cada memória dele - ou deles - que ousava senão recordar.
Então, dentre tantas lembranças que a faziam sorrir, existia aquela, a última, que encharcava seu rosto com lágrimas da saudade que vinha a ficar:

_ Se despeça, por favor.

E como daquela vez, essas lágrimas se tornaram um choro, como o da criança que acaba de quebrar o brinquedo novo, repleto de soluços e aquela dorzinha no coração que, parece, não vai passar.

Levou algum tempo para conseguir retomar o fôlego, desembaçar os olhos agora tão molhados, voltar às lembranças que a faziam sorrir. Deixou se levar por alguns sonhos que começaram sozinhos a se tecer, a fim de esquecer o pedaço que parecia ele consigo levar.

(...)

Hora e meia, e o tempo insistia em passar. Não havia mais o que pudesse fazer, a não ser escolher seguir outra estrada que a vida lhe mostrasse, em algum outro lugar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Apresentando: A Urna do Que Quiser

Vamos lá. Terceira tentativa no ano. Tudo bem, a primeira foi uma experiência. A segunda foi ao encontrar uma identidade. E... E dessa vez? Digamos que não é só devido à minha inconstância, mas... Eu precisaria ter apenas uma identidade? Ou, melhor dizendo, um blog com uma identidade?
Resolvi então mudar de estratégia: que fique então este blog aqui para meus momentos mais introspectivos, sejam eles repletos de sentimentalismo, emoções ou pensamentos estritamente pessoais. E, além desse, crio então um novo blog, para meus momentos mais... racionais? Fúteis? Produtivos? Politicamente corretos? Relativamente relevantes? Que seja!

Minha vontade de escrever não se esvaiu, muito pelo contrário. O que passou a me faltar foi o que dizer. Ou, talvez... Eu sempre tenho algo a dizer, porém... É quando se acha que tudo o que poderia ser dito não é nada, como se não coubesse... E, tendo o blog já sua identidade formada, fica então muito restrito. Sendo assim, por que não arriscar e tentar mergulhar num outro universo?

Aviso: é apenas uma tentativa. Mas acredito ser válida, como qualquer outra seria.
Mais uma vez buscando uma identidade, ainda nada definido. E...
Ah, deixando de falatório, mãos à obra!

Espero que gostem de lá também ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Esse momento...

Não sei onde até isso deve ou não deve ser. Mas aqui me cabe um pedido de desculpas.

Toda essa ausência do meu blog e, pior, dos blogs que eu costumava assiduamente freqüentar. Talvez a vocês não faça sentido, mas entendam que a mim faz.
É esse momento. Sabem? Não desisti, não abandonei, é só o momento. Pensei em dizer que o seria de introspecção, mas não. Não basta. É também de mudanças, e de... Enfim, não vem ao caso.
O que importa é que esse momento, eu sei - e eu espero -, é passageiro. Não sei o quanto ainda permanece, mas sei que ora ou outra deve se findar.
E tudo o que eu gostaria de pedir é compreensão. Mas que saibam também vocês que pretendo ao menos me esforçar para aos poucos voltar a aparecer.

Em todo caso, sinto saudades dos textos de vocês. Mas, se mal me servem os meus próprios pensamentos, quanto mais aquilo que outras pessoas venham a pensar!!!


E se aquilo que eu penso... E se me falta coragem de expor o que se passa por aqui?
Ainda pode ser...